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Autor: William H Sato

4 fatos sobre fraudes em cartões de créditos em compras online

4 fatos sobre fraudes em cartões de créditos em compras online

Os cartões de crédito em compras online representam a forma de pagamento mais utilizada no meio. E, infelizmente, também são os principais alvos de fraudadores. Para se ter uma ideia, o Brasil é o segundo país com maior número de fraudes, segundo pesquisa conduzida pela Global Consumer Card Fraud 2016.

Dados da pesquisa mostram que 49% dos consumidores do país afirmaram já ter passado por situações que se caracterizam como algum tipo de fraude com cartões nos últimos cinco anos. Na última pesquisa feita em 2014, o país estava na oitava posição.

Entretanto, esses não são os únicos fatos relacionados às fraudes. Há outros que você precisa conhecer! Saiba mais com este post!

1. Há mais de um tipo de fraude

Em linhas gerais, as fraudes com cartão de crédito ocorrem quando alguém rouba os dados do cartão e faz compras com ele sem o consentimento do titular ou, ainda, quando alguém próximo ao titular ou o próprio dono do cartão fazem a compra e  este último notifica a prestadora que não foi ele. São as chamadas fraudes de Roubo de Dados, Amigável e Autofraude, respectivamente. Nesse caso, os valores são estornados e o prejuízo fica com o e-commerce.

2. O endereço é a principal informação para ajudar a identificar fraudes

Nome, CPF e telefone nem sempre são conferidos pelos e-commerces (em especial pelos maiores) no momento da compra, quando a loja virtual solicita os dados do titular do cartão.

Isso acontece porque o Brasil e tantos outros países não contam com uma forma de verificação automática dessas informações. Em negócios grandes, a verificação não é feita manualmente e não é possível saber se o comprador é mesmo o titular. Na maioria dos e-commerces, o validador mais utilizado é o endereço.

3. O fluxo de venda é mais simples do que parece

Muitos e-commerces não adotam um intermediador de pagamento e não apresentam problemas por conta disso. Eles apenas precisam estar conectados a um adquirente e realizar suas transações de venda. Isso porque o fluxo do cartão de crédito ocorre de duas formas: a pré-autorização e a autorização.

A pré-autorização ocorre quando o vendedor solicita a reserva de um determinado valor do limite do cartão do cliente, por períodos pré-definidos que vão assegurar que o lojista receba pelo serviço prestado.

Esse método é bastante utilizado por hotéis em reserva pela internet. O hotel solicita a reserva do valor referente à estadia, informando quando o hóspede chega e quando ele vai embora. Então, o valor é cobrado e lançado na fatura. Vale ressaltar que a pré-autorização não é obrigatória.

A autorização é um tipo de transação que é enviado ao emissor do cartão com resposta imediata. A prestadora aprova ou nega a transação.

4. Análises de risco são as principais ferramentas antifraude

Realizar análises de risco (internas ou externas) e criar políticas para assegurar as vendas no ambiente digital são outras formas de diminuir as chances de fraude com cartões de crédito em compras online. É importante frisar que nem sempre é possível eliminar completamente as fraudes, mas é possível ter metas de redução realistas.

Gostou do que leu? Aproveite e descubra também sobre o perigo das fraudes no e-commerce!

Solução antifraude e Revisão manual

Solução antifraude e Revisão manual

Um dos principais fatores para o sucesso do combate às fraudes é realizar o acompanhamento das vendas e, nos casos suspeitos, avaliar corretamente os fatores de risco para tomar a melhor decisão.

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Existem algumas soluções voltadas para o combate às fraudes, que classificam o risco das vendas e mostram quais são os sinais de risco de cada uma delas. Mas, mesmo adotando esse tipo de recurso, não se pode deixar de acompanhar o risco de suas vendas, pois:

  • Para alguns casos, pode fazer sentido realizar a revisão manual.
  • É necessário monitorar a efetividade das análises.

 

Efetividade

Para verificar se a solução é efetiva, temos que fazer três perguntas:

  1. Ela cumpre o objetivo de barrar as fraudes?
    – Se ela não está barrando as fraudes, não é efetiva.
  1. Ela não barra as boas vendas?
    – Outro ponto tão importante quanto o anterior é que não haja impacto nas boas vendas. Além da perda de receita dessas vendas, poderá causar influências negativas em outras, pois os bons clientes que tiveram seus pedidos negados nunca mais voltarão e poderão influenciar outros compradores através das mídias sociais.
  1. Estou confortável em relação aos critérios utilizados por ela? Consigo verificar esses critérios em cada venda?
    – É difícil confiar em uma avaliação que é uma caixa preta. Conseguir analisar os fatores de risco de cada venda e também ver se estão corretamente calibrados é um dos fatores de sucesso para evitar as fraudes.

Caso não haja satisfação com todas as respostas, essa plataforma antifraude não é adequada. Procure sempre alternativas que foram desenvolvidas especificamente para atender o seu negócio, pois as chances de sucesso são muito maiores.

 

Revisão manual

Por que fazer a revisão manual se a ferramenta já faz uma análise automática das vendas?

Isso depende de qual estratégia de acompanhamento será adotada e o quão confiável são essas análises.

Estratégia de acompanhamento das vendas

Existem algumas opções de como acompanhar as suas vendas:

  • Quanto ao momento:
    • Pré-venda.
    • Pós-venda.
  • Quanto aos casos que passarão pela análise manual:
    • Analisar todas as vendas em paralelo com a avaliação automática.
    • Analisar apenas as vendas suspeitas.
    • Analisar as vendas que apresentem certas características, como entrega imediata ou cartão de crédito emitido fora do Brasil.
    • Acatar as análises realizadas pela ferramenta.

Diferentes estratégias podem ser adotadas dependendo do estágio da implantação da plataforma.  Por exemplo:

  • Nas primeiras semanas de implantação, pode fazer sentido avaliar manualmente todas as vendas no “modo” pós-vendas até que a ferramenta esteja calibrada e apresentando resultados consistentes.
  • Após esse período, pode ser adotada a estratégia de realizar as análises manuais apenas dos casos com risco alto e critico.

 

Confiança

Delegar parte ou todas as decisões de negar vendas suspeitas depende do nível de confiança que se tem em relação à solução.

Caso ela esteja falhando na detecção das fraudes ou negando muitas vendas boas, será difícil confiar nela.

 

Outros fatores a considerar

Prazo de entrega: se o prazo de entrega é muito apertado, fica difícil analisar manualmente uma quantidade muito grande de pedidos. Neste caso, é necessário contratar uma plataforma apropriada para o tipo de negócio que automatize as decisões de forma correta.

Equipe: montar um time adequado para realizar as análises e atuar de forma ativa quando requerido é essencial para evitar as fraudes. É necessário encontrar o perfil adequado, fazer muito treinamento e ter conhecimento do negócio em que está atuando. A construção da equipe é um processo caro e exige tempo. Outro desafio é dimensionar muito bem o número de pessoas para atender ao volume de demanda. Caso não exista uma equipe preparada, deve-se procurar fornecedores que atendam também a esse requisito.

 

Como podemos notar, o combate às fraudes envolve custos. Contudo, contratar uma solução adequada traz benefícios muito maiores que esses custos. Fique atento aos pontos que discutimos neste post para aumentar as chances de sucesso.

Você tem problemas com fraudes e/ou dúvidas sobre revisão manual? Deixe seu comentário e conversaremos a respeito!

Aumentam as fraudes com cartões no Brasil

Aumentam as fraudes com cartões no Brasil

Fraudes com Cartão

A ACI, provedora internacional de soluções de pagamento, realizou pesquisa com titulares de cartões (crédito, débito, pré-pago) no Brasil em 2016 e levantou que aproximadamente 49% dos entrevistados sofreram fraudes envolvendo cartões nos últimos 5 anos.

Ainda mais preocupante que a grandeza do número é a tendência de crescimento: essa estatística era de 30% dois anos antes. Em termos mundiais estamos em segundo lugar, à frente de Estados Unidos (47%), Austrália (40%) e Índia (37%), atrás apenas do México (56%).

E uma das principais consequências desses delitos é a perda da confiança nas entidades envolvidas: 42% dessas pessoas usam menos o cartão substituto, prejudicando a empresa emissora do cartão e os bancos.

Mas não são apenas essas empresas que sofrem com a falta de confiança: os e-commerces e lojas convencionais onde os cartões fraudados foram usados também são duramente afetados. Na realidade, eles perdem em três vezes:

  • Perdem financeiramente: além de não conseguir recuperar o que foi vendido, arcam com chargebacks, multas, penalizações e ressarcimentos.
  • Perdem os clientes vítimas das fraudes, que não comprarão mais.
  • Perdem outros clientes que não foram vítimas, mas que tem receio de comprar em lojas vulneráveis a fraudes.

Portanto, é essencial às lojas convencionais e, principalmente, às lojas virtuais combater as fraudes envolvendo cartões.

 

Entendendo as fraudes

A primeira ação que deve ser tomada é entender como as fraudes podem acontecer. Vamos utilizar como exemplo o pagamento de compras com cartões de crédito fraudados:

  • Nas compras feitas em lojas físicas convencionais, o cartão físico tem que ser apresentado. Portanto, nas compras fraudulentas, o fraudador usará um cartão roubado ou clonado.
  • Nas compras feitas em e-commerces, basta ter as informações do número do cartão, do nome do titular e do código de verificação para efetuar pagamentos. Esses dados podem ser comprados de organizações criminosas especializadas.
 

Combatendo as fraudes – Passo 1

Agora que sabemos como as fraudes podem acontecer, o primeiro passo a ser dado é analisar a idoneidade do comprador:

  • Lojas físicas: o lojista deve verificar se a pessoa que está usando o cartão é o seu titular. Isso pode ser feito analisando documento de identificação com foto (fique atento com a autenticidade dos documentos).
  • e-Commerces: neste caso, nem sempre é possível realizar a análise de documentação. O que pode ser feito é analisar o comprador pelas informações do cadastro (consultas podem ser feitas no site da Receita Federal e nas redes sociais).
 

Combatendo as fraudes – Passo 2

O próximo passo é encontrar indícios de fraude:

  • Lojas físicas: existem ferramentas muito úteis como a consulta de dados do cartão de crédito. A partir dela, é possível conferir se as informações do cartão apresentado são verdadeiras. Caso haja inconsistências, é provável que o cartão seja clonado.
  • e-Commerces: avaliar o processo de compra do cliente como, por exemplo, quantas tentativas de pagamento foram realizadas e quantos números de cartões foram utilizados pode dar uma boa sensibilidade.Outro ponto que pode ser verificado é se a compra está de acordo com o comportamento histórico desse cliente, em termos de produtos, valores e frequência.

 

Os procedimentos que descrevemos aqui são básicos mas bastante valiosos na prevenção de fraudes. Infelizmente, a cada dia os fraudadores aperfeiçoam suas técnicas e o número de informações a serem verificadas se torna cada vez maior.

Para os casos em que a complexidade e/ou o custo tenham se tornado muito grandes, podem ser adotadas soluções antifraude especializadas que utilizam avançadas técnicas para capturar fraudes com boa relação custo-benefício.

Se você tem dificuldades com fraudes, entre em contato conosco.