Fraudes no setor aéreo

Fraudes no setor aéreo

Você sabia que a indústria aérea perde mais de US$ 1 bilhão em vendas fraudulentas de passagens aéreas pagas com cartões de crédito?

Dois fatores contribuem para esses números:

  • As passagens aéreas possuem alto valor agregado e por esse motivo atraem a atenção dos fraudadores.
  • É muito fácil e barato comprar informações de cartões de crédito no mercado negro.

Os fraudadores podem comprar as passagens diretamente em sites ou entrar em contato com agências de turismo, fazendo se passar por consumidores idôneos.

Após comprar as passagens, eles as revendem a terceiros com preços muito atraentes, tendo um excelente retorno sem gastar nada. Com o objetivo de maximizar seus ganhos e fugir de ações antifraude, procuram passagens de maior valor e com embarque imediato.

Depois que a emissão da passagem foi feita, é muito difícil impedir o embarque. Na maioria dos casos, a pessoa que comprou do fraudador também é uma vitima. Acionar as autoridades do aeroporto momentos antes do voo pode resultar em ações contra a empresa e manifestações em redes sociais, causando prejuízo ainda maior que a fraude.

Infelizmente, não é apenas a fraude com cartão de crédito que acontece no setor: existe o roubo de contas das plataformas de vendas ou mesmo participação de pessoal interno em fraudes para conceder grandes descontos, e até mesmo a compra de uma agência de turismo com o objetivo de cometer fraudes.

 

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Prevenção

Considerando as margens apertadas e condições econômicas adversas (cotação do dólar, preço do combustível e economia em crise), as perdas com fraudes são devastadoras e não podem ser negligenciadas. Como a recuperação dos valores perdidos é muito difícil, a forma mais barata e fácil de evitá-las é a prevenção.

A melhor forma de combater as fraudes é avaliar cada venda antes de emitir as passagens. Nessa avaliação, devem ser verificados os dados do voo, do comprador, do processo de compra, de pagamento e do histórico desse cliente (caso ele seja recorrente).

Algumas características podem caracterizar a venda como mais suscetível à fraude:

  • Pagamento realizado com cartão de credito de outra titularidade.
  • Voos com embarque imediato.
  • Voos só de ida.
  • Um mesmo cartão sendo utilizado em compras de pessoas diferentes.
  • Compra de rotas nacionais que envolvam certos destinos do norte ou nordeste.
  • Primeira compra realizada com valor baixo. E segunda compra feita logo em seguida, com alto valor.

Quanto mais pontos suspeitos forem identificados, maiores serão as chances de ser uma fraude.

Complicação 1

Os criminosos são profissionais. Antes de agir, preparam uma lista de potenciais vítimas (agências e companhias aéreas) e uma lista de fragilidades a serem atacadas.

Eles pegam a primeira empresa da lista 1 e testam todas as fragilidades da lista 2. Se a empresa faz uma analise antifraude que dificulta a sua ação, partem para outra.

Uma vez que encontram a brecha, realizam o maior número de fraudes que conseguem antes o problema seja corrigido…

Complicação 2

A notificação dos chargebacks dos cartões de credito ocorre com atraso: em até 60 ou 90 dias após a fraude e, em alguns casos, levam ainda mais tempo.

Isso significa que: o caixa que entrou tempos atrás não existe e boa parte dele já foi utilizado, você terá que devolver esse valor e ainda pagará multas e taxa adicionais pelos chargebacks ocorridos.

Caso a empresa não tenha percebido a ocorrência das fraudes antes dessas notificações, terá problemas gravíssimos de fluxo de caixa.

ATENÇÃO!

Dada a infinidade de possibilidades de voo e os diversos artifícios utilizados pelos fraudadores, fica cada vez mais difícil realizar avaliações manuais.

É preciso encontrar o equilíbrio entre riscos e gastos para: identificar a origem das fraudes e barrá-las; continuar aprovando as boas vendas e sempre manter os critérios de análise atualizados.